13 março, 2014
Posso ouvir um Aleluia?? Click aqui. Ou não.
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| Não me julguem. |
Na verdade Jean Valjean não é bem o personagem principal, tanto que o livro começa falando do bispo, bem depois que ele aparece.
Jean Valjean foi condenado a 5 ano de cadeia por roubar um pão, mas acabou ficando 19/20 por ter tentado fugir algumas vezes (pobre coitado), mas mesmo em liberdade condicional ele sofre muito preconceito e dificuldades para arranjar comida e uma cama para passar a noite, até receber o dinheiro do bispo. Mesmo já tendo pagado sua divida ele é perseguido por um policial/inspetor chamado Javet que tem uma obsessão tão absurda pela lei que acaba não percebendo o quão injusto e tirano ele acaba sendo.
O livro trata muito da pobreza da França no século XVIII sendo que todo o livro se passa praticamente com os pobres coitados das ruas, tanto adultos como Fantine, que se vê obrigada a vender o corpo para poder pagar um casal que cuida de sua filha, quanto as crianças como Gavroche que sai de casa e aprende a viver por conta própria nas ruas de Paris. Mas não aquela linda e perfeita que é hoje em dia, ta mais pra essa aqui.
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| Tá, eu sei que essa é uma imagem da Revolução Francesa, mas não tinha maquina fotográfica em 1800. É só pra ilustrar. |
Comentário: Demorei horrores pra terminar esse livro, não foi por preguiça, mas os outros que eu tinha pareciam tão mais legais, acho que li outros 10 livros entre o primeiro e o segundo volume.
Existem edições lindas de aniversário do Victor Hugo, umas em 2 volumes de capa dura e box todo lindo, mas eu sou pobre, então comprei a edição de bolso da Martin Claret que estava custando apenas R$ 22,90 enquanto as de capa dura estavam metade da sua alma. É bonito? Sim, mas não dá, como sempre deixo bem claro no Twitter e no Instagram: Não compro livros que custem mais de 70 reais, tem sebos pra isso. Anyway, nunca tive problema com versões econômicas e livros usados (tem gente que não gosta) então não me vejo no direito de reclamar da edição do livro, claro que uma revisada em erros de português ia ser bem legal, mas não tem tantos assim.
Victor Hugo divaga demais nesse livro, não sei se faz o mesmo com os outros, mas em Os Miseráveis ele faz MUITO. Ele não é aquele tipo de autor que faz uma teoria do criacionismo, tanto porque não é mais importante do que um longo e detalhado capitulo sobre o esgoto de Paris. Sem contar que até agora eu não sei de que lado ele estava na batalha de Waterloo, só sei que eu fiquei do lado certo. Pardon monsieur.
Fiquei admirada em ver o quão atual esse livro, sério, não mudamos quase nada em 200 anos. Claro que não exatamente tudo porque não podemos mais sair na rua fazendo barricadas com moveis dos cidadães, nos armar, sair em confronte armado contra a polícia, morrer e matar pela republica, tanto que os direitos humanos não permitem.
Tem uma cena no filme de 2013, o musical, que não tem no livro, mas eu a acho ótima, que é quando os Thenadiers são expulsos do casamento de um dos revoltosos e eles cantam (como é um musical) a seguinte frase:
"A barricada acabou, mas nós ainda estamos nas ruas"
O que é uma coisa bem triste de se pensar.
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